Saúde e bem estar - 2018 - 1º Bimestre
Tecnologia: vilã ou aliada?
O vício na internet não é
brincadeira. Quando a pessoa viciada fica sem conexão, ela pode ter surtos.
Quando usa em excesso, causa estresse.
A internet pode ser considerada vilã ou aliada na vida
das pessoas. Com ela podemos ‘resolver’ a vida. Pagamos contas, conseguimos ver
através do vídeo pessoas que moram longe, reservamos hotéis, ouvimos música,
podemos ‘viajar’ navegando nela. Entretanto, quando o seu uso pode ser
prejudicial? A Organização Mundial de Saúde classificou o uso excessivo da
tecnologia como doença.
O vício na internet não é brincadeira. Quando a pessoa
viciada fica sem conexão, ela pode ter surtos. Quando usa em excesso, causa estresse.
O estresse por excesso vem porque causa uma ansiedade constante, que aumenta o
nível de cortisol. Segundo a neuropediatra Liubiana Araujo, isso é muito
prejudicial para a cognição, inteligência emocional e saúde física.
Quando o indivíduo ainda está em formação, como é o caso
das crianças e adolescentes, os estragos são maiores. Por isso os pais devem
restringir o acesso à tecnologia, como explicou a pediatra e consultora do Bem
Estar Ana Escobar.
A recomendação é programar os horários para a criança
usar a tecnologia de forma recreativa. Lembre-se que as crianças são como
esponjas, por isso, dê o exemplo. E procure atividades lúdicas, que estimulam a
atenção e o raciocínio. Veja o que diz a Academia Americana de Pediatria:
· De zero a dois
anos: sem telas.
·
De dois a cinco
anos: 1h30 por dia, com conteúdo fracionado e em horários específicos (nunca na
hora da refeição e nem duas horas antes de dormir).
·
A partir dos
cinco anos: duas horas por dia de conteúdos adequados (é melhor fracionar o
tempo).
'Pegadas digitais' podem revelar problemas de
saúde
Alterações comportamentais no uso da internet
podem representar sintomas de doenças físicas ou mentais
Nossa pegada digital (a frequência de postagens nas redes sociais,
o número de vezes que verificamos o celular à noite) pode conter indícios de
nossa saúde física e mental.
Esse é o pressuposto de uma área emergente, mapeamento do fenótipo
digital, que tenta avaliar o bem-estar das pessoas com base em suas interações
com os dispositivos. Pesquisadores e empresas de tecnologia estão acompanhando
publicações, chamadas, leituras e cliques em busca de mudanças de comportamento
que possam estar ligadas a sintomas de doenças. Alguns desses serviços requerem
a adesão do usuário. Mas há ao menos um deles que não precisa disso.
Nossas interações com o mundo digital podem, na verdade, revelar
segredos de doenças", disse Sachin H. Jain, diretor-executivo da CareMore
Health, uma empresa de saúde que contribuiu no estudo de publicações no Twitter
em busca de sinais de problemas de insônia. Abordagens semelhantes podem ajudar
a medir se a medicação consumida pelos pacientes está funcionando. "Isso
pode nos ajudar a compreender melhor a eficácia dos tratamentos", disse
ele.
Mas até os defensores do ramo alertam que certos mapeamentos de
fenótipo podem ser tão eficazes na detecção de problemas de saúde quanto uma
bola de cristal. Se uma pessoa sociável deixa de enviar mensagens aos amigos,
isso pode ser indicativo de uma depressão, explicou Steve Steinhubl, diretor do
Scripps Translational Science Institute, na Califórnia. Ou "pode
significar que a pessoa fez uma viagem para acampar", disse ele.
Ainda assim, há uma corrida para o campo, apesar das questões
envolvendo a eficácia e a privacidade dos dados.
Um dos esforços mais ambiciosos é do Facebook. A empresa anunciou
recentemente que estava usando a inteligência artificial para analisar
publicações e transmissões ao vivo na rede social em busca de possíveis sinais
de pensamentos suicidas. Se o sistema detectar certos padrões de linguagem,
como amigos fazendo comentários do tipo "Posso ajudar?" ou "Está
tudo bem?", a equipe de análise do Facebook pode ser acionada.
Em alguns casos, o Facebook envia aos usuários uma notificação de
apoio com sugestões como "Chamar um centro de ajuda". Nos casos mais
urgentes, o Facebook trabalhou com as autoridades para enviar ajuda ao local do
usuário. A empresa disse que, no decorrer de um mês, sua equipe de resposta
trabalhou com funcionários de emergência em mais de 100 ocasiões.
O Facebook está vasculhando as publicações de usuários em busca de
sinais de pensamentos suicidas sem dar a estes a opção de não participar da
varredura.E Frank Pasquale, professor de direito da Universidade de Maryland,
alertou: "Depois que a pessoa é caracterizada como suicida, essa
informação fica eternamente associada ao seu nome? Quem tem acesso a
isso?".
Will Nevius, do Facebook, disse que os casos envolvendo resposta
dos serviços de emergência são mantidos num sistema separado que não é ligado
aos perfis de usuário.
Os terapeutas diagnosticam a depressão perguntando aos pacientes
como se sentem. Mas a Mindstrong Health, startup de saúde mental da Califórnia,
tem uma plataforma de pesquisa para monitorar os hábitos do usuário no celular,
analisando mudanças nos toques e cliques em busca de indícios de comportamento
associado à depressão. "Estamos criando alarmes de fumaça digitais para
pessoas com doenças mentais", explicou Thomas R. Insel, fundador da Mindstrong.
Em outra área, o uso tradicional de um telefone (conversar) é
examinado em busca de indícios de saúde. A Sharecare, empresa digital de saúde
com sede em Atlanta, oferece um aplicativo de bem-estar com um recurso opcional
que analisa os níveis de estresse do usuário durante as chamadas telefônicas.
O sistema usa a tecnologia de reconhecimento de padrões para
categorizar a fala do usuário. Após cada chamada, o sistema traz informes do
tipo "você parecia ansioso" ou "você parecia equilibrado".
Mas alguns pesquisadores disseram que a varredura pode ter o efeito oposto,
aumentando o estresse em pessoas saudáveis."É como se estivéssemos na
escola para sempre", disse o professor Pasquale, "sendo tratados
eternamente dessa maneira por todas as empresas que têm mais dados a nosso
respeito".
Fonte: ESTADÃO
Comentário: Decidi colocar essas duas reportagens para poder comparar uma com a outra e ver suas semelhanças e suas diferenças. Eu tirei de dois lugares diferentes as reportagens pra ver se tinha algo diferente sobre esse assunto, mais na verdade, apenas o foco da notícia que muda, e nenhuma das duas estão erradas, pois todas q falam sobre esse assunto, dizem praticamente a mesma coisa e os mesmos problemas q podem ser causados. A do primeira se fala mais do geral, o que pode causar na vida social, o que pode acontecer com a visão, a quantidade de horas que se de usar aparelhos digitais por dia, etc. A segunda, fala mais especificamente da vida social, os problemas que podem acontecer, a maneira que ela pode ser modificada. Lendo essas reportagens, eu parei pra pensar que muitos amigos meus ficam a tarde inteira mexendo no celular, eu fico indignado porque eles não arrumam nada pra fazer durante esse tempo todo, e agora que eu fiquei sabendo desses problemas que podem ser causados, eu fiquei mais agoniado ainda. Eu faço futsal, inglês e robótica durante a tarde dos dias de semana, para que não aconteça esses problemas comigo, até porque o meu pai já tinha me falado sobre essas coisas, principalmente sobre a parte dos problemas que podem ser causados na visão. A segunda notícia me lembrou de um jogo que ficou "famoso na internet" uns meses arás, chamado "baleia azul". A maioria das pessoas que jogavam esse jogo eram depressivas e esse jogo, no final, a pessoa tinha que se matar para concluí-lo. Depois de ter terminado de ler essas e outras reportagens, eu tirei a conclusão de que a internet é bem mais perigosa do que eu imaginava.
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