segunda-feira, 16 de abril de 2018


Saúde e bem estar - 2018 - 1º Bimestre


Tecnologia: vilã ou aliada?
O vício na internet não é brincadeira. Quando a pessoa viciada fica sem conexão, ela pode ter surtos. Quando usa em excesso, causa estresse.

A internet pode ser considerada vilã ou aliada na vida das pessoas. Com ela podemos ‘resolver’ a vida. Pagamos contas, conseguimos ver através do vídeo pessoas que moram longe, reservamos hotéis, ouvimos música, podemos ‘viajar’ navegando nela. Entretanto, quando o seu uso pode ser prejudicial? A Organização Mundial de Saúde classificou o uso excessivo da tecnologia como doença.

O vício na internet não é brincadeira. Quando a pessoa viciada fica sem conexão, ela pode ter surtos. Quando usa em excesso, causa estresse. O estresse por excesso vem porque causa uma ansiedade constante, que aumenta o nível de cortisol. Segundo a neuropediatra Liubiana Araujo, isso é muito prejudicial para a cognição, inteligência emocional e saúde física.

Quando o indivíduo ainda está em formação, como é o caso das crianças e adolescentes, os estragos são maiores. Por isso os pais devem restringir o acesso à tecnologia, como explicou a pediatra e consultora do Bem Estar Ana Escobar.

A recomendação é programar os horários para a criança usar a tecnologia de forma recreativa. Lembre-se que as crianças são como esponjas, por isso, dê o exemplo. E procure atividades lúdicas, que estimulam a atenção e o raciocínio. Veja o que diz a Academia Americana de Pediatria:

·                   De zero a dois anos: sem telas.
·                   De dois a cinco anos: 1h30 por dia, com conteúdo fracionado e em horários específicos (nunca na hora da refeição e nem duas horas antes de dormir).
·                   A partir dos cinco anos: duas horas por dia de conteúdos adequados (é melhor fracionar o tempo).

 Fonte: G1

'Pegadas digitais' podem revelar problemas de saúde


Alterações comportamentais no uso da internet podem representar sintomas de doenças físicas ou mentais

Nossa pegada digital (a frequência de postagens nas redes sociais, o número de vezes que verificamos o celular à noite) pode conter indícios de nossa saúde física e mental.
Esse é o pressuposto de uma área emergente, mapeamento do fenótipo digital, que tenta avaliar o bem-estar das pessoas com base em suas interações com os dispositivos. Pesquisadores e empresas de tecnologia estão acompanhando publicações, chamadas, leituras e cliques em busca de mudanças de comportamento que possam estar ligadas a sintomas de doenças. Alguns desses serviços requerem a adesão do usuário. Mas há ao menos um deles que não precisa disso.
Nossas interações com o mundo digital podem, na verdade, revelar segredos de doenças", disse Sachin H. Jain, diretor-executivo da CareMore Health, uma empresa de saúde que contribuiu no estudo de publicações no Twitter em busca de sinais de problemas de insônia. Abordagens semelhantes podem ajudar a medir se a medicação consumida pelos pacientes está funcionando. "Isso pode nos ajudar a compreender melhor a eficácia dos tratamentos", disse ele.
Mas até os defensores do ramo alertam que certos mapeamentos de fenótipo podem ser tão eficazes na detecção de problemas de saúde quanto uma bola de cristal. Se uma pessoa sociável deixa de enviar mensagens aos amigos, isso pode ser indicativo de uma depressão, explicou Steve Steinhubl, diretor do Scripps Translational Science Institute, na Califórnia. Ou "pode significar que a pessoa fez uma viagem para acampar", disse ele.
Ainda assim, há uma corrida para o campo, apesar das questões envolvendo a eficácia e a privacidade dos dados.
Um dos esforços mais ambiciosos é do Facebook. A empresa anunciou recentemente que estava usando a inteligência artificial para analisar publicações e transmissões ao vivo na rede social em busca de possíveis sinais de pensamentos suicidas. Se o sistema detectar certos padrões de linguagem, como amigos fazendo comentários do tipo "Posso ajudar?" ou "Está tudo bem?", a equipe de análise do Facebook pode ser acionada.
Em alguns casos, o Facebook envia aos usuários uma notificação de apoio com sugestões como "Chamar um centro de ajuda". Nos casos mais urgentes, o Facebook trabalhou com as autoridades para enviar ajuda ao local do usuário. A empresa disse que, no decorrer de um mês, sua equipe de resposta trabalhou com funcionários de emergência em mais de 100 ocasiões.
O Facebook está vasculhando as publicações de usuários em busca de sinais de pensamentos suicidas sem dar a estes a opção de não participar da varredura.E Frank Pasquale, professor de direito da Universidade de Maryland, alertou: "Depois que a pessoa é caracterizada como suicida, essa informação fica eternamente associada ao seu nome? Quem tem acesso a isso?".
Will Nevius, do Facebook, disse que os casos envolvendo resposta dos serviços de emergência são mantidos num sistema separado que não é ligado aos perfis de usuário.
Os terapeutas diagnosticam a depressão perguntando aos pacientes como se sentem. Mas a Mindstrong Health, startup de saúde mental da Califórnia, tem uma plataforma de pesquisa para monitorar os hábitos do usuário no celular, analisando mudanças nos toques e cliques em busca de indícios de comportamento associado à depressão. "Estamos criando alarmes de fumaça digitais para pessoas com doenças mentais", explicou Thomas R. Insel, fundador da Mindstrong.
Em outra área, o uso tradicional de um telefone (conversar) é examinado em busca de indícios de saúde. A Sharecare, empresa digital de saúde com sede em Atlanta, oferece um aplicativo de bem-estar com um recurso opcional que analisa os níveis de estresse do usuário durante as chamadas telefônicas.
O sistema usa a tecnologia de reconhecimento de padrões para categorizar a fala do usuário. Após cada chamada, o sistema traz informes do tipo "você parecia ansioso" ou "você parecia equilibrado". Mas alguns pesquisadores disseram que a varredura pode ter o efeito oposto, aumentando o estresse em pessoas saudáveis."É como se estivéssemos na escola para sempre", disse o professor Pasquale, "sendo tratados eternamente dessa maneira por todas as empresas que têm mais dados a nosso respeito".
Fonte: ESTADÃO
 Comentário: Decidi colocar essas duas reportagens para poder comparar uma com a outra e ver suas semelhanças e suas diferenças. Eu tirei de dois lugares diferentes as reportagens pra ver se tinha algo diferente sobre esse assunto, mais na verdade, apenas o foco da notícia que muda, e nenhuma das duas estão erradas, pois todas q falam sobre esse assunto, dizem praticamente a mesma coisa e os mesmos problemas q podem ser causados. A do primeira se fala mais do geral, o que pode causar na vida social, o que pode acontecer com a visão, a quantidade de horas que se de usar aparelhos digitais por dia, etc. A segunda, fala mais especificamente da vida social, os problemas que podem acontecer, a maneira que ela pode ser modificada. Lendo essas reportagens, eu parei pra pensar que muitos amigos meus ficam a tarde inteira mexendo no celular, eu fico indignado porque eles não arrumam nada pra fazer durante esse tempo todo, e agora que eu fiquei sabendo desses problemas que podem ser causados, eu fiquei mais agoniado ainda. Eu faço futsal, inglês e robótica durante a tarde dos dias de semana, para que não aconteça esses problemas comigo, até porque o meu pai já tinha me falado sobre essas coisas, principalmente sobre a parte dos problemas que podem ser causados na visão. A segunda notícia me lembrou de um jogo que ficou "famoso na internet" uns meses arás, chamado "baleia azul". A maioria das pessoas que jogavam esse jogo eram depressivas e esse jogo, no final, a pessoa tinha que se matar para concluí-lo. Depois de ter terminado de ler essas e outras reportagens, eu tirei a conclusão de que a internet é bem mais perigosa do que eu imaginava.


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