sábado, 27 de outubro de 2018

Cultura - 2018 - 4˚ Bimestre

Cultura da Região Sul


Fortemente influenciada pela cultura dos imigrantes europeus, a região Sul do Brasil apresenta grande pluralidade cultural. Os estados integrantes são: o Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. Os imigrantes europeus começaram a chegar ao fim do século XIX e contribuíram para o desenvolvimento econômico da região, baseado na pequena propriedade rural de policultura.

Essa região apresenta elementos culturais dos índios (primeiros ocupantes do território), espanhóis e portugueses (colonizadores), negros (escravos). Posteriormente, os imigrantes alemães, italianos, açorianos, eslavos, japoneses, entre outros, contribuíram para a diversidade cultural do Sul do Brasil.

Entre as manifestações culturais dessa região estão:

Rio Grande do Sul

Os gaúchos dos pampas, ou das cidades, formam um povo rico em tradições. Grande parte dos seus aspectos culturais é oriunda dos imigrantes alemães, que habitaram a região por volta de 1824. Os italianos, espanhóis e portugueses também contribuíram para a riqueza cultural desse estado.

Entre as principais características culturais do gaúcho estão: a bombacha, o lenço, o poncho, e o chimarrão.

A festa de Nossa Senhora dos Navegantes, de origem portuguesa, é realizada em Porto Alegre no dia 2 de fevereiro, no rio Guaíba, onde centenas de barcos e milhares de fiéis devotos participam da procissão fluvial.

Algumas cidades do Sul celebram as tradições dos antepassados em festas típicas, como a Festa da Uva, em Caxias do Sul (RS).

Paraná

Apresenta aspectos culturais dos imigrantes alemães, italianos, poloneses, ucranianos, holandeses, etc. Eles influenciaram fortemente a cultura do estado.

As principais festas culturais do Paraná são: cavalhada, congada, dança ou fandango de São Gonçalo, festa da cerejeira, festa do Divino, coroação de Nossa Senhora, festa de São Benedito, entre outras.

Um dos pratos típicos do Paraná é o barreado, um cozido de carne, prato caboclo típico do litoral. Ele é preparado com carne bovina, toucinho e temperos colocados em uma panela de barro. Ela é enterrada e acende-se por cima, uma fogueira. Após 12 horas de cozimento, a iguaria está pronta.

Santa Catarina

Em Santa Catarina há uma grande quantidade de casas com arquitetura tipicamente europeia, além da arquitetura, os imigrantes do velho continente contribuíram na cultura vinhateira, na triticultura (cultura com trigo), linho, algodão, cânhamo e mandioca.

Alguns eventos culturais são marcantes, e mobilizam várias pessoas. O boi-de-mamão, por exemplo, vai do Natal ao Carnaval. Começa com as prendas e pedidos de ajuda e termina com a morte e ressurreição do boi.

A Oktoberfest, em Blumenau (SC), é uma festa de origem alemã, tradicional festa da cerveja. Esse evento atrai milhares de turistas.

Outro elemento da cultura de Santa Catarina é a dança de fitas, uma tradição milenar, o qual consiste num pau de fita, cujo mastro é sustentado no centro da dança por um menino. Da ponta do mastro saem pares de fita, cujas figurações se atém ao ato de trançá-las, girando e dançando em torno do mastro central.

Em Santa Catarina o boi na vara ainda é praticado, sendo uma espécie de tourada. O boi, preso a uma vara com corda, investe num boneco até o esgotamento. Outras vezes, soltam os animais e os homens saem correndo, derrubam o boi e despedaçam-no.

Fonte: Mundo Educação

Comentário: Quando eu era do Martim Pescador, no quanto ano eu e mais três amigos meus fizemos uma apresentação da região sul brasileira. Falamos sobre a história da região, como ela foi ocupada, quais países foram responsáveis pela ocupação territorial, como está hoje em dia a situação da sociedade, costumes regionais, etc. Lembro que quando eu fui para o Rio Grande do Sul com a minha família e com meus amigos, eu vi muitas pessoas andando na rua e tomando chimarrão. Outro trabalho que eu também fiz sobre a região sul mas dessa vez se eu não me engano foi no CFV, eu falei sobre a Oktoberfest, que é tipo o nosso carnaval no Rio de Janeiro só que com muita cerveja e chopp. Lá no sul, as coisas funcionam bem melhor em comparação ao nosso estado. Lembro que a pouco tempo o RS, SC, PR e SP, queriam se separar do resto do Brasil e formar um novo país devido as crises e outros problemas.
Te contei - 2018 - 4º Bimestre

China inaugura maior ponte marítima do mundo
Obra de 55 km que inclui túnel subaquático e interliga Hong Kong, Macau e China continental é inaugurada com dois anos de atraso e custo acima do previsto. Opositores acusam integração forçada de regiões autônomas.

A maior ponte marítima do mundo, que liga as cidades de Hong Kong e Macau a Zhuhai, na China continental, será inaugurada nesta terça-feira (23) com dois anos de atraso e envolta em escândalos relacionados aos altos custos e fins políticos do projeto.

A megaobra de 55 quilômetros de extensão, que compreende trechos de estrada, três pontes, ilhas artificiais e um túnel subaquático, faz parte de um ambicioso projeto para integrar economicamente 11 cidades no delta do Rio das Pérolas, incluindo as regiões administrativas especiais de Hong Kong e Macau.

Em construção desde 2009 e planejada para ser inaugurada em 2016, a ponte será aberta ao público nesta quarta-feira, no dia seguinte a uma cerimônia com a presença do presidente Xi Xinping e outras autoridades.

As três pontes da estrutura são capazes de suportar ventos de até 340 quilômetros por hora. Um túnel de 6,7 quilômetros de extensão, conectado às pontes por duas ilhas artificiais, foi construído para que não houvesse interferência nas rotas do comércio marítimo.

Apesar de ser um feito inédito de engenharia que levou quase uma década para ser concluído, a ponte é vista com indiferença por muitos em Hong Kong, não apenas em razão dos atrasos e do superfaturamento da obra, mas por ser um símbolo de integração à China continental numa cidade onde muitos preferem a autonomia.

Após 150 anos como colônia britânica, Hong Kong se vê como politica e culturalmente distante da China continental. Com o retorno da soberania chinesa sobre a região, muitos avaliam que, na última década, houve uma redução das liberdades legais e políticas.

Opositores afirmam que a ponte é um entre vários megaprojetos iniciados pelo governo de Hong Kong para reaproximar a região autônoma e a China, que incluiriam trens de alta velocidade entre Ghangzhou e Shenzhen, na parte continental, e um museu-satélite do Museu do Palácio de Pequim, onde estão expostos artefatos da China imperial.

Os custos da construção, que chegaram a 6,4 bilhões de euros, também são alvos de críticas. Hong Kong terá de arcar com o equivalente a cerca de 1 bilhão de euros pela ponte principal, além de outros bilhões referentes aos custos das estradas de ligação e instalações de fronteira.

O Departamento de Transportes de Habitação de Hong Kong afirmou que os altos custos se justificam em razão de problemas imprevisíveis provenientes de "condições complicadas para a construção em alto mar, dificuldades de construção, aumento no custo dos materiais e mão de obra, além dos refinados esquemas de construção e design".

Muitos, porém, entendem que é um custo alto demais para uma ponte que não será totalmente aberta ao público. Para atravessá-la será exigida uma habilitação especial, de acordo com a seção a ser utilizada, e muitos terão de utilizar serviços de ônibus para ir a Macau ou à China continental.

Desde o início do megaprojeto, nove trabalhadores morreram e mais de 200 ficaram feridos. Seis empresas contratadas foram multadas por colocar os trabalhadores em risco.

Fonte: G1

Comentário: As vezes fico imaginando o que seria do nosso país se algumas engenharias dessas fossem feitas aqui para facilitar o deslocamento das pessoas na cidade. Relativamente a pouco tempo, o BRT foi feito exatamente para facilitar esse deslocamento na cidade do Ria de Janeiro, apesar de não funcionar 100% como esperávamos que fosse ser, ele ajuda muitas pessoas que necessitam utilizar para ir trabalhar, por exemplo. Acredito que la na China, nem deve ter sido algo assim tão incrível como seria para nós aqui no Brasil, eles já devem estar acostumados com esse nível tão altos de engenharia, mas com certeza teve uma grande importância para muitas pessoas que precisavam fazer esse trajeto de uma maneira mais complicada, mais cara, entre outros fatores.
Mundo - 2018 - 4˚ Bimestre

Netflix bate recorde com 137 milhões de assinantes em todo o mundo
Dados do último trimestre mostram aumento de quase 7 milhões de usuários e tranquilizam investidores

A Netflix somou quase 7 milhões de novos usuários no último trimestre e bateu o recorde com mais de 137 milhões de clientes em todo o mundo. O anúncio feito pelo CEO Reed Hastings fez as ações do principal serviço mundial de streaming de filmes e séries subirem até 15% nesta terça-feira (16).

A notícia aliviou a pressão dos investidores. Os resultados pouco satisfatórios divulgados no início deste ano geraram apreensão sobre o futuro da empresa. Depois de fazer história como pioneira no entretenimento, a Netflix lida com a crescente concorrência de outros serviços de streaming, principalmente a Amazon e HBO.

Segundo a empresa, a expansão teve quase 1,09 milhão de novos usuários nos EUA e 5,87 milhões internacionais. A direção ainda prevê somar mais 9,4 milhões de novos assinantes até o fim de 2018, um aumento de 13% em relação ao ano passado.

Investimento em conteúdo
Nos últimos meses, a Netflix lançou novas temporadas de Orange is the New Black, Ozark, Luke Cage e Bojack Horseman. A empresa projeta gastar US$ 8 bilhões em conteúdo este ano, mais que os rivais Amazon e HBO. A Netflix também investe na fidelização do público internacional com o lançamento de 80 produções estrangeiras em 2018.

Analistas estimam que a rede tenha acrescentado cerca de 676 horas de programação original nos EUA no último trimestre – 135% a mais que no mesmo período do ano passado. A previsão é ter mais de 700 títulos disponíveis na grade de programação.

Fonte: ISTOÉ-Dinheiro


Comentário: Quando eu e meus amigos acessamos o netflix, nunca imaginaríamos de que teria essa repercussão toda pelo mundo apesar de sermos apenas crianças. Quando eu falei sobre essa notícia com os meus pais, eles tiverem a mesma reação do que eu: de espanto. Depois de ter lido a reportagem, eu fiquei imaginando a quantidade de dinheiro que as pessoas que trabalham na plataforma estão ganhando e o que eles poderiam fazer de investimento na plataforma, pois eu acho que não tem mais nada para fazer, está tudo muito bom, nada confuso, não é cara a mensalidade e tudo funciona perfeitamente, sem bugs e erros no sistema. O pai do meu amigo utiliza bastante a netflix, e as vezes eu acho até que um pouco a mais do que o necessário e as vezes eu pergunto para ele o que ele acha da plataforma, e sempre ele dá as mesmas respostas. Com isso, eu passei a ver mais a netflix, pois é realmente algo excepcional. 
Ciências - 2018 - 4º Bimestre

Peixe ‘quase humano’ é aliado em pesquisas científicas pelo mundo
Com 75% dos genes iguais aos do homem, zebrafish substitui os roedores em laboratórios. 

Um grande aliado da ciência surgiu de onde menos se esperava. Com tamanho que varia entre 3 e 4 centímetros, o zebrafish – também conhecido como paulistinha – veio do Sudoeste da Ásia como um animal meramente ornamental. Pesquisas mostraram, contudo, que o seu lugar não era apenas em aquários de pet shops, mas também como um importante instrumento para o bem-estar dos seres humanos. 

O levantamento do genoma dessa espécie de peixe mostrou que 75% de seus 26 mil genes são semelhantes aos dos humanos. Maior que o visto nos camundongos, muito utilizados em pesquisas.

      "Ele veio para nos ajudar; podemos dizer que o zebrafish é o modelo animal ideal para as pesquisas", Mônica Lopes Ferreira, professora e pesquisadora do Instituto Butantan 


     Com essa semelhança genética, menor custo de criação, fácil manejo, alta taxa reprodutiva e um  desenvolvimento acelerado (vai de ovo a larva em 72 horas e em apenas três meses já é   considerado um adulto), a cada ano que passa a espécie vem substituindo o papel dos roedores para a realização de testes em laboratórios de várias instituições brasileiras e internacionais. Descobertas e aprimoramentos na área de medicamentos, por exemplo, podem ser conquistas importantes a partir dessa iniciativa.

     Um dos lugares que utilizam o zebrafish para avançar com seus projetos é o Instituto Butantan, em São Paulo, um dos maiores centros de pesquisa do mundo.

Ali, a professora e pesquisadora Mônica Lopes Ferreira, diretora do Laboratório Especial de Toxinologia e responsável pela plataforma de trabalhos com essa espécie, confirma a importância da alternativa oferecida pela natureza. “É uma alternativa perfeita. A indústria brasileira já acordou para isso, mas lá fora a prática é bem mais antiga e forte”, diz ela.

O Butantan conta atualmente com 6 mil indivíduos adultos para trabalhar. Ao redor do planeta, cerca de 3,5 mil artigos já foram publicados com o pequeno peixe como base de estudos.

Outra vantagem é que o zebrafish vive até os 5 anos de idade. Já os camundongos, geralmente, chegam a dois. Além disso, em quatro dias vários dos seus órgãos estão formados. O fato de os embriões serem totalmente transparentes permite observar ainda uma série de fenômenos, sem a necessidade de métodos invasivos.

No momento, o Butantan mantém uma parceria com o Ministério da Saúde e a Fiocruz na análise de 20 tipos de agrotóxicos e as suas consequências para as pessoas e o meio ambiente. “Temos mais de 15 projetos em andamento com esse peixe por aqui, alguns nas áreas de imunologia, comportamento e até mesmo testes relacionados a doenças cardíacas”, informa Mônica, lembrando que o uso do zebrafish ganhou impulso no País de três anos para cá.

A origem

Nativo do Sudoeste da Ásia, onde é encontrado em rios calmos e rasos e nas plantações alagadas de arroz e juta, esse peixe chegou aos laboratórios de pesquisa no final dos anos 1960, com o biólogo norte-americano George Streisinger, da Universidade do Oregon. Ele trabalhou sozinho por uma década para selecionar linhagens que permitissem entender como defeitos em diferentes genes afetavam o desenvolvimento.

Seu esforço só conseguiu reduzir o ceticismo dos colegas em 1981, quando publicou um artigo na revista Nature apresentando o modelo consolidado. Nos anos seguintes, o número de artigos científicos que usavam o peixe como modelo biológico cresceu aceleradamente, em especial nos estudos de genética e desenvolvimento.

“Temos mais de 15 projetos em andamento com esse peixe no Butantan atualmente. É mais barato, ocupa um espaço menor e não há necessidade de adotarmos condutas invasivas."
Depressão e ansiedade

De acordo com o site da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), os primeiros trabalhos com esse peixe feitos no Brasil saíram do laboratório da pesquisadora Rosana Mattioli, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), no Interior de São Paulo. Naquela época, o zebrafish começava a ser usado nas pesquisas em neurociências, mas o comportamento natural da espécie ainda era pouco conhecido.

Rosana realizou uma série de experimentos que ajudou a identificar a preferência do peixe por viver em ambientes escuros. Ela colocava os exemplares em um aquário pintado de duas cores – metade preto e metade branco – e media o tempo que passavam em cada uma das partes.

Assim, observou que eles ficavam a maior parte do tempo (cerca de 80%) no lado negro. Viu também que, uma vez colocados na parte clara, eles rapidamente nadavam para a parte escura. Esse trabalho, publicado em 1999 no Brazilian Journal of Medical and Biological Research, começou a estabelecer a base de um importante teste de ansiedade, aprimorado em seguida por ela e outros pesquisadores e hoje utilizado para avaliar o efeito de compostos que combatem a depressão e a ansiedade.

Fonte: G1

Comentário: Eu vi essa reportagem em um anúncio de propaganda do YouTube, e tirei "print" da tela para que pudesse colocar no meu blog, pois achei muito interessante o fato de um peixe ser o animal mais parecido com o seres humanos em relação aos genes. Espero que muitas pesquisas consigam ser concluídas principalmente sobre os medicamentos, para que algumas doenças que hoje não possuem 100% de cura como alguns cânceres e a aids, que você só consegue anular os sintomas apesar do vírus continuar no seu corpo. Se isso de fato ocorrer, ,muitas pessoas poderão viver mais tranquilamente sem se preocupar com o vírus, apesar de que provavelmente esses tipos de medicamentos serão bem caros.

Ética e Cidadania - 2018 - 4˚Bimestre

Escola de Aricanduva desenvolve projeto sobre ética e cidadania


A Escola Municipal Aricanduva está desenvolvendo o projeto “Conviver Para Ser Feliz”, que envolve toda a comunidade escolar e tem como tema Ética e Cidadania.


Conforme a direção da Escola, o projeto tem por objetivo levar a reflexão sobre os valores éticos morais e sociais, através de atividades motivadoras e desafiadoras, que levam os participantes a repensar sobre a convivência harmônica.


“Dessa forma o projeto contribui para que todos atinjam uma melhor qualidade de vida dentro do seu cotidiano e também serve como uma aprendizagem para a vida, porque acreditamos que somente assim poderemos ter uma humanidade mais justa, digna e igualitária”, justifica a diretora Eunice de Melo Akiyama.


Fonte: UOL

Comentário: Várias escolas do Brasil já estão fazendo esses projetos com as crianças para que elas levem para a vida um comportamento ético e não façam besteiras quando ficarem mais velhas. Para que elas se enderecem mais por esses projetos, algo mais legal, recreativo e atrativo deve ser feito, o que fará com que elas tenham vontade de aprender não só em relação à ética e cidadania, mas também em relação com as matérias escolares, pois tudo que seja legal ou recreativo, chama atenção das crianças para se divertirem e aprenderem como consequência disso.

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Política - 2018 - 4˚Bimestre

Polícia investiga estupro de universitária por ‘intolerância política’ em Fortaleza


Uma estudante universitária de 33 anos foi estuprada nesta quinta, 25, no bairro Edson Queiroz, em Fortaleza. A Polícia Civil do Ceará está investigando o caso, que corre em segredo de justiça. O crime, que teria sido motivado por intolerância política, ocorreu no entorno da Universidade de Fortaleza (Unifor), instituição privada da capital cearense na qual a vítima está matriculada.

Nesta sexta, 26, estudantes da Unifor fazem ato em ‘repúdio ao fascismo e ao abuso sexual’.

Em nota, a polícia informou que a Delegacia de Defesa da Mulher de Fortaleza é a instituição responsável pela investigação. “A mulher foi encaminhada para realização de exame de corpo de delito, na sede da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) e, em seguida, conduzida para uma unidade de saúde para ser medicada”, destaca a Polícia, em comunicado.

Organização formada pela Defensoria Pública do Estado do Ceará (DPE-CE), Defensoria Pública da União do Ceará (DPU-CE), Ordem dos Advogados do Brasil – Secção Ceará (OAB-CE) e pelo Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos (CEDH), o Observatório da Intolerância Política e Ideológica no Ceará também se manifestou. “Todos os procedimentos cabíveis (nas esferas legal e criminal) e medidas administrativas estão sendo adotados para identificação do autor, responsabilização e resguardo da integridade da estudante.”

A Comissão de Direitos Humanos (CDH) da OAB-CE também se posicionou. “É lamentável e repugnante o nível que se chega nessas eleições. É preocupante o empoderamento de grupos que repercutem o discurso de ódio. CDH presta total solidariedade à vítima e sua família e cobrará a apuração célere do caso.”
Além disso, um suposto caso de racismo dentro da instituição também está sob investigação.

COM A PALAVRA, A UNIFOR

A Universidade de Fortaleza, em nota de esclarecimento, repudiou a violência e a intolerância. A instituição informa que ‘está apurando todos os fatos e tomará todas as medidas cabíveis quanto às situações desta natureza’.

No dia 11, um crime de racismo já havia sido denunciado pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) da instituição. Conforme integrante do diretório, a vítima ouviu insultos como ‘Esse lugar não é para gente como você’ de homens na entrada do campus. O caso foi levado à polícia.

A Universidade enviou nova nota à imprensa.

“A Universidade de Fortaleza repudia qualquer ato de violência e se solidariza com as vítimas, em quaisquer circunstâncias, dentro ou fora do campus. Sobre o caso exposto na mídia nas últimas horas envolvendo uma aluna, a Unifor está tomando as medidas cabíveis junto às autoridades competentes e coloca a sua estrutura de apoio jurídico e psicológico para acompanhamento, mesmo que o assunto em voga não tenha ocorrido no campus. Reiteramos o compromisso da instituição de preservar as identidades de todos os envolvidos até que as questões sejam esclarecidas”.

Fonte: ESTADÃO

Comentário: Já está comum uma notícia dessa passar no jornal ou nas redes sociais, e ninguém da a importância que deveria ser dada em relação à esse assunto super delicado. Como deu pra perceber muito bem pela reportagem, a polícia e a escola parecem ter cagado e andado para o fato ocorrido. Se nada sério for feito, os homens que praticam esse tipo de violência vão começar a fazer coisas muito piores, envolvendo mais gentes e nada vai acontecer com eles, e isso vai fazer com que o nosso país vire um completo caos, pior do que já está, pelo incrível que pareça. 
 Educação - 2018 - 4˚Bimestre

Brasil não precisa ficar rico para dar salto de qualidade na educação, diz diretor da OCDE

O presidente eleito para assumir o governo brasileiro em 2019, seja quem for, precisará priorizar a educação se quiser resolver os problemas econômicos do País. O diagnóstico é do diretor do departamento de educação da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Andreas Schleicher.

Considerado uma das maiores autoridades no tema, o físico alemão de 54 anos é o idealizador do Pisa, o exame internacional aplicado pela OCDE a estudantes de 15 anos de 75 países, que se tornou o principal parâmetro para medir qualidade de ensino no mundo.

Em entrevista à BBC News Brasil, Schleicher diz que, mesmo num cenário de dificuldades fiscais e alta taxa de desemprego, o caminho para o desenvolvimento brasileiro precisará passar, inevitavelmente, pela educação.

"O Brasil não precisa esperar ter mais recursos. Aliás, se o Brasil não investir em educação, não se tornará um país rico. A Coreia do Sul era muito mais pobre que o Brasil nos anos 60 e usou todos os últimos recursos que tinha em educação. E foi isso que fez com que se tornasse um país rico", afirma.

Segundo ele, qualidade da educação num país não tem a ver com o nível de riqueza, mas sim com o investimento inteligente dos recursos de que dispõe.

"As pessoas dizem: 'O Brasil é um país pobre e precisa ficar rico antes de alcançar uma boa educação.' E isso não é verdade. Você pode ver países como o Vietnã, onde os mais pobres vão tão bem quanto os ricos no Brasil."

O diretor da OCDE critica o que chama de "investimentos desproporcionais" do governo brasileiro no ensino superior, em comparação com os gastos com ensino fundamental. Uma estratégia que, segundo ele, "cimenta desigualdades".

Mas vê como um grande feito do Brasil o fato de ter conseguido incluir a população na escola, na década de 90 e nos anos 2000, sem piorar resultados durante o processo.

Schleicher defende ainda que, em um país desigual em oportunidades como o Brasil, é importante direcionar investimentos públicos para quem mais precisa.

"É preciso alocar recursos onde eles realmente farão a diferença, ou seja, nas escolas e em pessoas em situação de desvantagem econômica e social. Se você vem de uma família rica, escolaridade pode não fazer toda a diferença na sua vida. Mas se você vem de uma família pobre, a escola pode ser sua única chance na vida. Se você perder esse barco, não haverá outra oportunidade."

Leia os principais trechos da entrevista, que faz parte de uma série de reportagens da BBC News Brasil sobre as lições que o mundo oferece à educação no país:

BBC News Brasil - Quais os pontos mais vulneráveis do sistema educacional brasileiro?

Andreas Schleicher - Eu não tenho uma postura crítica ao Brasil. O Brasil conseguiu expandir o seu sistema de ensino e, pelo menos, manter o nível dos resultados de aprendizado. Isso é raro. Muitos países que expandiram o acesso perderam qualidade. Mas claro que é um passo inicial e há muitos desafios pela frente.

O Brasil, por exemplo, investe de forma bem desproporcional em alunos universitários, ou seja, aqueles que sobreviveram ao sistema educacional ganham muitos fundos públicos. E, nos primeiros anos de escola, o investimento é bem modesto. Eu não acho que dinheiro seja tudo, mas é um ponto de partida.

Os países que vão bem focam em fatores que influenciam na qualidade dos professores, e esses profissionais cumprem um papel mais relevante no sistema educacional, para além da transferência de conhecimento aos alunos. Os professores no Brasil não têm uma verdadeira carreira e também não há uma variedade de oportunidades para os alunos. Tudo é muito centrado em universidade. Você não tem muita alternativa.

Fonte: BBC

Comentário: Se de pouco em pouco o Brasil fosse melhorando a educação nas escola públicas, com certeza muitos brasileiros já estariam em condições um pouco melhores em relação ao aprendizado do seu filho. Mas ao invés disso, os nossos governantes não ligam para o Brasil nesse sentido, e quando dão alguma importância, não adianta de quase nada. Muitas ideias de Andreas Schleicher poderiam ser colocadas em prática, ou pelo menos alguma coisa em relação ao q ele falou, pois tudo o que ele falou nas entrevistas faz sentido para o nosso país que tem uma grande capacidade de crescer apesar de muitos duvidarem disso.