segunda-feira, 16 de abril de 2018

Política - 2018 - 1° Bimestre 

Assessora de vereadora morta deixou o Brasil

Ela e o marido deixaram o Brasil com medo de retaliações dos badidos que assassinaram a vereadora Marielle Franco


Rio - A assessora que acompanhava a vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (PSOL) quando a parlamentar foi morta, em 14 de março, no centro do Rio, está fora do Brasil. Segundo integrantes do PSOL, que preferem não divulgar o nome da assessora, ela tomou a decisão com receio de sofrer retaliações de criminosos por ter presenciado a morte da vereadora.

Logo após o crime, a assessora prestou depoimento à Delegacia de Homicídios do Rio de Janeiro e em seguida deixou o Rio de Janeiro. Foi primeiro para outro Estado do Brasil, onde permaneceu alguns dias e tomou a decisão de sair do País acompanhada pelo marido. A viagem para o exterior ocorreu dias depois.

O PSOL não divulga o destino da assessora na tentativa de garantir sua segurança.

Quando depôs à Polícia Civil, ainda na madrugada de 15 de março, a única sobrevivente da ação criminosa que matou Marielle e o motorista Anderson Gomes contou não ter percebido que o veículo em que estavam era seguido nem ter visto nenhum carro ou moto próximos.

Assim que o veículo em que estavam entrou na Rua João Paulo I, no Estácio (região central), onde ocorreu o crime, a assessora, que estava distraída falando ao telefone celular, ouviu o barulho dos tiros, que pareciam vir de trás, na diagonal. Segundos antes, Marielle havia dito “ué?”, em tom de dúvida, contou a assessora à polícia. No momento dos disparos, o motorista disse “ai”. A sobrevivente se abaixou para tentar se proteger e Marielle, que usava cinto de segurança, tombou sobre ela. O veículo, que trafegava devagar, seguiu desgovernado até que a própria assessora conseguiu se esticar e acionar o freio de mão.

Dois dias após o crime, a assessora publicou nas redes sociais uma homenagem à vereadora: “Estou viva. Mas a alma oca. A carne, ainda trêmula, não suporta a dor que serpenteia por dentro, num looping sem fim. Minha amiga, na tentativa de calarem a sua voz, a ampliaram ensurdecedoramente, em milhares de bocas. Para sempre. #MarielleVive”, escreveu.

Fonte: EM.com.br

Comentário: Se fosse eu no lugar dessa assessora, eu acho que faria a mesma coisa que ela devido à falta de segurança no nosso país que poderia ter como consequência a sua morte, mas eu achei que sair do país foi exagero. Com a sua saída do Brasil, ela terá que arrumar alguma coisa para fazer e ganhar um salário para que possa pagar suas contas e ter uma vida melhor do que tinha no Brasil, para que sua imigração não tenha sido em vão, além de ter saído para fugir da violência que tem sido muito intensa, o que não é nada bom para os brasileiros. Ela foi experta de não ter revelado sua localização e pedido para que seus amigos do trabalho também não revelassem.

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