Mundo - 2018 - 1° Bimestre
Como o leite de um dos
bichos mais exóticos do mundo pode ajudar a combater superbactérias
Segundo
cientistas australianos, uma proteína no leite materno dos ornitorrincos pode
ajudar a combater um problema urgente da humanidade: a resistência de bactérias
aos antibióticos.
Ornitorrincos
são criaturas curiosas. Com bico de pato e pés munidos de esporões venenosos,
estão entre os poucos mamíferos capazes de colocar ovos.
Eles amamentam
de uma forma completamente diferente dos outros animais – e isso pode fazer com
que se tornem aliados importantes dos cientistas no esforço para combater as
superbactérias.
Pesquisadores
australianos descobriram em 2010 que o leite do ornitorrinco contém uma
proteína potente que evita a proliferação de superbactérias. O atributo, diz a
equipe à frente do estudo, poderia ajudar na luta contra um dos problemas mais
urgentes da humanidade: a resistência desses micro-organismos a antibióticos.
Agora, eles
conseguiram isolar a estrutura da proteína e acreditam que a descoberta possa
levar à criação de um novo tipo de antibiótico.
Ornitorrincos
são monotremados, um pequeno grupo de mamíferos que podem botar ovos e produzir
leite.
Eles não têm
mamilos – em vez disso, concentram o leite na barriga e alimentam seus filhotes
pelos poros na região. O leite é liberado por eles, como se fosse um
"suor", e aí os filhotes são amamentados "lambendo" o
líquido da barriga da mãe.
Este sistema de
amamentação pode estar ligado às propriedades antibacterianas do leite, de
acordo com os cientistas.
Acredita-se que
mamíferos tenham desenvolvido mamilos porque seria uma forma estéril de
conseguir dar leite para seus filhotes sem contaminá-los com bactérias e outros
micro-organismos.
No entanto, o
leite do ornitorrinco acaba ficando exposto à sujeira de fora, o que deixaria
os filhotes correndo risco de serem contaminados por algum agente patológico.
A proteína
antibacteriana única que o leite dos ornitorrincos possui é a defesa do animal
contra isso, conforme explica Julie Sharp, da Deakin University.
Eles a
apelidaram de Shirley Temple, por causa de sua forma encaracolada - uma
referência à atriz mirim que brilhou nos anos 1930. Newman afirma que a equipe
aprofundará os estudos para "buscar informações sobre outras
descobertas" nas propriedades do leite do ornitorrinco.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou um
relatório em 2014 pedindo urgência na prevenção a uma eventual era
"pós-antibiótico", em que as infecções mais comuns que haviam sido
facilmente tratáveis por décadas poderiam voltar mais fortes e oferecendo até
risco de morte.
A resistência
antimicrobiana ocorre quando as bactérias acumulam uma tolerância contra os
antibióticos e passam essa resistência para a próxima geração de bactérias,
produzindo superespécies.
Segundo o
sistema público de saúde da Inglaterra, cerca de um quinto das prescrições de
antibióticos são desnecessárias, já que muitos tipos de doença podem ser
curados pelo nosso próprio organismo.
Estima-se que
cerca de 5 mil pessoas morrem na Inglaterra todos os anos como resultado de
infecções "resistentes" a remédios. O leite do ornitorrinco poderia
ajudar no combate a esse problema, conforme os estudos dos cientistas têm
revelado.
Fonte: G1
Comentário: Achei que essa descoberta ajudará bastante na medicina, pois muitos antibióticos perdem a eficaz ao longo do tempo, e esse leite provavelmente será mais utilizado no futuro, pois mais pesquisas serão feitas para que, todos que pegarem uma doença através dessas superbactérias, poderão ser curadas. Seria muito bom se fosse cobrado um preço justo por esse leite, porque os preços dos remédios ultimamente estão um absurdo, principalmente para quem não tem ótimas condições de vida, que já gastam praticamente todo o seu dinheiro cuidando de seus filhos. Como eu disse antes, que mais no futuro será bastante utilizado, é porque atualmente as pessoas não acreditarão muito nisso, só acreditarão provavelmente, quando algum conhecido experimentar e dizer se realmente terá efeito sobre as superbactérias ou não. Até mesmo eu não compraria e muito menos meus pais, pois eles farão o que eu disse, esperarão mais pesquisas serem feitas para que depois eles testem.
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