Cultura - 2018 - 3º Bimestre
Cultura Chinesa
A China
está entre as quatro civilizações mais antigas do mundo, juntamente com Egito, Índia e Babilônia. No país de dimensões continentais, somente a
escrita já tem mais de 3,6 mil anos.
A riqueza
de informações milenar chinesa passeia pela arte, caligrafia, culinária, dança,
música, literatura, artes marciais, medicina, religião, astrologia, arquitetura
e comportamento.
Língua
O chinês
é uma família de línguas de imensa diversidade e complexidade. Os dialetos
chineses resultam da língua sino-tibetana, mas são inteiramente diferentes
entre si. A língua oficial da China é o mandarim.
A língua
chinesa é tonal, por isso as palavras são diferenciadas pelo som e pela
entonação, que pode subir ou descer.
Escrita e Caligrafia
A
caligrafia está entre as artes tradicionais chinesas e começou na dinastia
Shang, há 3,6 mil anos. É uma tradição milenar, que influenciou diretamente os
países vizinhos. É dividida em cinco categorias, selo, oficial, formal, corrida
e cursiva. Cada um dos estilos reflete um momento histórico e político chinês.
A base
caligráfica é assentada nos refinados pictogramas e ideogramas, com pelo menos
60 mil caracteres que são usados ainda hoje. Escrever os caracteres é
considerado uma obra de arte que exige disciplina mental e concentração. Os
pictogramas resultam de diferentes origens e dinastias.
Diferente
dos alfabetos utilizados no ocidente, os pictogramas representam conceito e não
sons.
Culinária
A
culinária está entre os pontos de maior diversidade na China. Os pratos típicos
reúnem ingredientes dos mais variados e podem ser considerados exóticos para os
ocidentais. Os chineses, contudo, adequaram o paladar à necessidade de alimento
e à variedade.
Cada
prato reflete o que é disponível em produtos agrícolas nas mais áreas
geográficas. Por exemplo, ao norte do país, o principal ingrediente é o trigo e
no sul o arroz. Além dos produtos, a maneira de temperar e cozinhar os
alimentos também é diferenciada.
Há pelo
menos oito estilos característicos de cozinha na China, representando 22
províncias.
Arquitetura
A
arquitetura antiga chinesa é marcada por templos magníficos. São palácios que
agregam lagos artificiais, como os encontrados na Cidade Imperial ou Cidade
Proibida. A construção, iniciada em 1406, é marcada por imponentes terraços,
pavilhões e jardins.
O clima
influencia diretamente na arquitetura chinesa, que tem ao norte plataformas
denominadas kang para dormir. Na Mongólia, os habitantes vivem nas yurts,
cabanas típicas. E ao sul são encontradas palafitas.
As casas
tradicionais são retangulares e exibem as coberturas com os cantos inclinados
para cima, tipicamente chineses.
Muralha da China
A Grande Muralha da China é um dos exemplares da
imponência da arquitetura chinesa. É considerada uma façanha e tem mais de 2,3
mil anos. Localizada no norte da China, tem 21,1 mil quilômetros distribuídos
entre vales e montanhas, podendo ser vista da Lua.
Sociedade Chinesa
A
sociedade chinesa vivia sob o sistema de castas, apoiado pelo confucionismo até
a tomada do poder pelos comunistas. No controle, o Partido Comunista anulou a
hierarquia tradicional e determinou o fim das classes, que embora seja
proibido, é vivido ideologicamente pelos chineses.
O sistema
de castas chinês coloca no topo do sistema os estudiosos. Os agricultores,
artesãos, comerciantes e soldados vêm depois. Na tentativa de impor a
mobilidade social, as famílias investiam na educação do filho mais velho.
Até a
década de 80, as diferentes classes usavam a cor da roupa como identificação,
cabendo aos mais pobres os tons mais escuros.
Mulher
O papel
da mulher estava restrito à esfera doméstica até a revolução comunista na
China. Aos homens era permitido participar de todos os meandros da esfera da
sociedade e, além da vida doméstica, as mulheres só podiam atuar na
agricultura.
A
diferença social entre homens e mulheres também era apoiada pelos
confucionistas que a viam como uma propriedade, primeiro dos pais e, depois,
dos maridos. As mulheres também eram obrigadas a sacrifícios físicos
excruciantes para se manterem belas.
Entre os
mais difundidos estava a prática de amarrar os pés para impedir seu
crescimento. Amarrados por fortes ataduras e, às vezes, quebrados, os pés não
cresciam, o que poderia impor nanismo e dificuldades de andar à mulher. O
método foi proibido em 1901.
Embora
condenado e proibido por lei, ainda são comuns a venda de mulheres e meninas
como noivas em casamentos arranjados.
Costumes
A obediência
e a deferência à hierarquia está entre os costumes mais rígidos na sociedade
chinesa. A ordem é colocar em primeiro lugar os homens mais velhos, depois os
homens mais jovens e, depois as mulheres mais velhas, seguidas das mulheres
mais jovens.
A interação
social é regida pelo confucionismo, que prevê a honra, dignidade, lealdade e
respeito à antiguidade.
O toque é
permitido entre pessoas do mesmo sexo, mas pouco tolerado entre os indivíduos
do sexo oposto. É comum a oferta de presentes na ocasião do Ano Novo Chinês,
nos aniversários, casamentos e nascimentos.
Há
presentes, contudo, que não são bem aceitos porque podem representar azar ou a
morte. Entre eles estão lenços, sandálias, flores, relógios, tesouras e facas.
Um presente pode ser recusado até três vezes antes de ser aceito. Ao
presentear, é importante fazê-lo com as duas mãos.
Religião
A China é
um país ateu, considerando que é um estado comunista. O taoismo e
o confucionismo, as religiões tradicionais,
contudo, são professadas por 20% da população.
Os
ensinamentos de Confúcio, extremamente pragmáticos,
enfatizam a responsabilidade pelo bem comum, a obediência e a deferência aos
mais velhos.
Já o
taoismo, fundado por Lao Tse Tung, é místico e centra-se nos ideais de
equilíbrio e ordem com a natureza. Os taoistas repudiam a agressão, competição
e a ambição.
O budismo,
que saiu da Índia, também é praticado na China e se assemelha ao taoismo. Seu
objetivo é a pureza espiritual extrema, o nirvana, a transcendência de limites
da mente e do corpo. Parte da população compartilha de religiões minoritárias,
têm seus próprios deuses.
Artes
Literatura
A poesia
chinesa é considerada um espetáculo linguístico e visual. Os poemas clássicos
exprimem o equilíbrio em rima, tom e disposição gráfica. A poesia marca a China
desde o ano 600 a.C. A prosa é a tradição literária mais popular e começou a
ser desenvolvida na dinastia Ming.
A partir
do século XIX, a influência ocidental é marcante, mas durante a revolução
comunista, a literatura passou a ser vista como uma ferramenta de promoção da
ideologia partidária.
Artes Gráficas
A
natureza está entre os temas principais dos pintores clássicos chineses. A
tentativa é de representar o equilíbrio por meio do yin (feminino) e yang
(masculino). Nesse campo, a pintura também representa um casamento com arte da
caligrafia, considerada uma expressão máxima de caráter.
O
grafismo também é encontrado em vasos de bronze usados como urnas funerárias e
no bordado de colorido extremo.
Música
A escala
da música chinesa difere da usada no ocidente, que tem oito tons. A chinesa tem
cinco e não há harmonia. Os instrumentos tradicionais são o violino de duas
cordas, a flauta de três cordas, a flauta vertical, a flauta horizontal e os
gongos.
A ópera
também está entre as mais tradicionais manifestações da arte chinesa. São ao
menos 300 formas diferentes de apresentá-la, com performances que envolvem
acrobacias e requintada maquiagem.
Cultura Chinesa Atual
As
manifestações tradicionais da cultura chinesa que vão da língua à culinária
resistem, mas se adaptam à pressão ocidental após a abertura econômica ao
ocidente permitida pelo Partido Comunista.
Nas
artes, a saída dos artistas e censurada e a produção de trabalhos que critiquem
o regime é proibida. O governo chinês, contudo, patrocina as manifestações
artísticas por meio de financiamento de projetos.
Dragão Chinês
Um dos
principais símbolos da China é o dragão, uma figura composta por corpo de
tigre, barba de bode, barbatanas de carpa e barriga de cobra. A lenda diz que é
capaz de cuspir fogo, convocar o vento, invocar a chuva e voar. Pode ficar tão
grande quanto o céu ou tão pequeno quanto a cabeça de um alfinete.
É o
símbolo da cultura chinesa desde a antiguidade. Representa grandiosidade,
coragem e vigor.
Fonte: TodaMatéria
Comentário: A parir do momento que li essa reportagem, passei a saber de mais um monte de coisas como: a escrita possui mais de 3,6 mil anos de existência, os pictogramas representam conceitos ao invés de som, em cada local da China o modo de preparo e os ingredientes são completamente diferentes, as mulheres usavam ataduras para que os seus pés não crescessem, entre outras coisas. Apesar de várias coisas serem diferentes na China, eu gostei da maioria das coisas, e, principalmente da Muralha da China, que apesar de todos a conhecerem devido ao fato dela ser uma das 7 maravilhas do mundo, eu simplesmente acho ela fantástica, porque para alguém naquela época fazer uma muralha tão bem feita e que consegue-se vê-la da Lua, merece meu respeito como obviamente também merece estar entre as 7 maravilhas do mundo. Já ouvi muitas pessoas falando das religiões chinesas, mas apesar disso, nada me chamou tanta atenção em relação a isso. Também já vi ouvi falar sobre a arquitetura e as artes chinesas, que por sinal são coisas que eu também gosto bastante de lá. Muitos quadros chineses que eu já vi, são das moradias muito diferentes das que costumamos a ver no ocidente. Em muitos filmes que se passam na China, é comum aparecer o Dragão Chinês, um símbolo bem famoso no mundo inteiro.
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