Ciências - 2018 - 2º Bimestre
Nave lançada para 'tocar' o Sol está operando normalmente, diz Nasa
Sonda
deverá superar temperaturas de milhares de graus Celsius para coletar
informações sobre os ventos solares.
A nave espacial lançada pela agência
espacial americana (Nasa) na madrugada deste domingo (12) para "tocar" o
Sol está "saudável e operando normalmente", segundo comunicado da
agência. O lançamento da missão Parker Solar Probe foi realizado às 4h31 pelo
horário de Brasília, a partir da Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, nos
Estados Unidos.
O gerente do projeto da missão, Andy Driesman, comemorou o êxito do
lançamento, segundo comunicado divulgado pela Nasa.
"O lançamento de hoje
foi o culminar de seis décadas de estudo científico e milhões de horas de
esforços. Agora, a Parker Solar Probe está operando normalmente e a caminho de
iniciar uma missão de sete anos de ciência extrema", disse.
A nave espacial deverá se aproximar da enorme estrela cheia de
hidrogênio e hélio e enfrentará temperaturas altíssimas, assim como níveis de
radiação. Os cientistas vão chegar mais perto do que nunca, na atmosfera
externa do Sol.
O objetivo é aprender mais sobre os ventos solares e entender os motivos
de a atmosfera externa do Sol ser mais quente que a superfície. O que será
colhido de informação pelo caminho também será importante.
A operação
chegou a ser adiada três vezes. O último cancelamento ocorreu neste sábado
( 11 ), por conta de problemas técnicos.
A Parker
Solar Probe (PSP) é uma nave única: foi projetada para suportar condições brutais
de calor e radiação, com uma blindagem que é resultado de anos de pesquisas.
· A PSP chegará sete vezes mais perto do Sol do que qualquer outra
espaçonave;
· O material deverá suportar temperaturas que passam de 1,3 mil ºC – a
superfície do Sol pode chegar a 5,5 mil ºC. A coroa, atmosfera externa, pode
ter milhares de graus Celsius. Por isso, vamos chegar até um certo limite;
· A sonda tem custo de US$ 1,5 bilhão (R$ 5,8 bilhões).
O nome da missão – Parker Solar Probe – é uma homenagem
a Eugene Newman Parker, astrofísico de Michigan. Foi ele quem descobriu uma
solução matemática para comprovar os ventos solares. Parker recebeu a honra de
ter uma missão com seu nome ainda vivo, uma raridade na história da Nasa.
O que são os ventos solares?
Os ventos solares
são um fluxo de partículas que sai constantemente do Sol. A Terra, com suas
particularidades e seu campo magnético, é em maior parte protegida dos ventos
solares. Mas as auroras boreais, por exemplo, acontecem quando partículas
cheias de energia dos ventos solares conseguem escapar e entrar pelos polos do
nosso planeta.
A missão da Nasa busca entender a influência dessas partículas sobre o sistema
como um todo.
"Esta missão
é um tremendo desafio de engenharia e ciência. As informações que resultarem do
experimento vão revolucionar nosso entendimento do Sol", afirmou Juan
Felipe Ruiz, engenheiro mecânico da sonda Parker.
Especialistas
ouvidos pelo G1 explicam o que são
essas partículas que saem do Sol e por que a missão da Nasa é importante.
Essas partículas,
basicamente prótons e elétrons, têm uma energia cinética (velocidade) muito
grande, como diz a astrofísica Adriana Valio, da Universidade Mackenzie.
Ela explica que
essa energia supera a energia gravitacional do Sol. Ou seja: a atração
gravitacional, da massa do Sol, é menor na parte da coroa solar – topo da
atmosfera da estrela – local de onde saem as partículas.
É a mesma lei que
nos segura no chão da Terra e não nos deixa sair flutuando pelo espaço: nosso
planeta também tem sua força gravitacional, e é ela que nos prende aqui. No
Sol, na parte da coroa, as partículas têm tanta energia que conseguem
"escapar" dessa força em um fluxo que é eterno. Isso cria o que
chamamos de ventos solares, que são constantes e banham todo o Sistema.
"As partículas acabam então sendo perdidas para o meio interplanetário. E
isso é o vento solar. Isso é constante.", disse Adriana.
O astrofísico José Dias
Nascimento, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, explica que a
missão deverá analisar pela primeira vez essas partículas.
"É importante ver
como é a interação das estrelas com o Sol no seu meio interestelar, como isso
afeta os planetas. Em Marte, por exemplo, sabemos que há uma desidratação. A
gente não consegue medir ainda como é essa radiação que sai do Sol e se há
alguma influência no planeta, por exemplo", disse.
Fonte: G1
Comentário: Eu não sabia que essa reportagem foi postada no site do G1, eu fiquei sabendo dela pelo YouTube, se eu não me engano, e no momento em que eu terminei de ler, eu logo salvei no meu gmail para botar no meu Blog, pois eu achei ela fantástica. Lembro que quando eu era do 1º ano, eu e mais dois amigos sobre o que cada um queria ser quando crescer, e um desses amigos falou que seria astronauta, aí nós ficávamos falando que um dia pisaríamos na Lua, faríamos várias descobertas, mas nunca citamos o fato de que em menos de 10 anos, uma nave espacial seria lançada com o objetivo de praticamente tocar no Sol, pois sabíamos que a temperatura é muito alta. Então eu achei genial essa nave, e espero muito que alcance seus objetivos para que saibamos cada vez mais sobre o espaço sideral. Com as pesquisas que serão feitas, de acordo com a notícia, algumas coisas serão descobertas sobre Marte, principalmente relacionado a temperatura que provavelmente serão comparadas com a da Terra. Agora que eu sei que a ciência está bem mais avançada do que eu imaginava, espero que não demore muito para que o primeiro homem seja mandado para Marte. E daí por diante, espero que cada vez mais naves e pesquisas sejam feitas.
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