Saúde e bem estar - 4o. Bimestre
Greve de servidores da saúde afeta atendimentos em Porto Alegre
A paralisação de profissionais de saúde afeta o atendimento em 12 hospitais de Porto Alegre. A mobilização, que começou na manhã desta quarta (9) e deve se estender até a quinta-feira (10), busca reposição da inflação de 9,9% acumulada no último ano aos salários.
A greve restringe os atendimentos principalmente nos hospitais do Grupo Hospitalar Conceição (Fêmina, Cristo Redentor Conceição e Criança Conceição) e no Hospital de Clínicas, de acordo com o Sindicato dos Profissionais de Enfermagem, Técnicos, Duchistas, Massagistas e Empregados em Casas de Saúde do Rio Grande do Sul (Sindisaúde). Um balanço deve ser divulgado na noite desta quarta-feira.
“A nossa situação está bem crítica. Nós estamos trabalhando há anos com quadro reduzido de pessoal, nós não temos aumento real há muitos ano, só o dissídio, que nunca acompanha a inflação do país”, reclama a atendente de nutrição Lisane Nunes.
No Hospital de Clínicas, cerca de metade dos funcionários aderiu ao movimento. A outra metade trabalha em um esquema de revezamento. Com isso, os atendimentos tendem a ser mais demorados. Pacientes que vieram do interior do estado tiveram que aguardar, mas entendem o motivo do protesto.
“Acho que eles têm razão, porque ganham mal e quem ganha mal não pode trabalhar com a cabeça cheia de dívidas, né? Vim fazer exame de câncer de mama. Por enquanto, ainda não consegui, vou tentar mais tarde”, diz a diarista Letícia Derzagui.
Catorze categorias de profissionais da saúde aderiram ao movimento nos hospitais Fêmina, Cristo Redentor, Conceição, Criança Conceição, Clínicas, São Lucas, Ernesto Dorneles, Mãe de Deus, Moinhos de Vento, Parque Belém, Porto Alegre e Vila Nova. A orientação para quem tem consulta ou cirurgia programada para nas instituições afetadas é buscar informações. Para o serviço de emergência, a indicação é procurar outros hospitais.
Uma família, que viajou 360 quilômetros, teve que voltar sem a cirurgia do filho de um ano. “Vamos voltar para casa agora e esperar o dia para voltar e marcar”, conta o chapeador Carlos José da Silva.
Conforme os grevistas, um número mínimo de servidores faz o atendimento à população. A assessoria do Grupo Hospitalar Conceição informou que a emergência funciona normalmente, mas algumas cirurgias e consultas eletivas foram remarcadas.
Na tarde de terça (8), as categorias não aceitaram o reajuste de 6% oferecido pelo Sindicato dos Hospital e Clínicas de Porto Alegre (Sindihospa). Com isso é realizada esta paralisação de 48 horas. Uma nova audiência para debater o aumento salarial está marcada para o dia 18 de novembro.
“Nós estávamos pedindo reposição e mais 5%. Desistimos dos 5% para facilitar a negociação, mas não vamos aceitar que avancem sobre a reposição salarial”, afirma o presidente do Sindicato Médico.
Fonte: G1
Comentário: Eu sou a favor dessa greve, porque as pessoas que tratam da saúde e até salvam a vida de outras devem ser recompensadas com um bom salário. Apesar de algumas pessoas ficarem com atendimento ruim ou até mesmo sem durante a greve, elas têm que entender o motivo, porque os grevistas ficaram durante um longo período trabalhando com algo que não é fácil sem receber nada.

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