Ciências - 4o. Bimestre
Ciência na escola
Ao observar a ineficiência da metodologia vigente para o estudo e
aplicabilidade de Ciências nas escolas, um grupo de estudantes dos
cursos de biologia, nutrição e relações públicas da Universidade Federal
de Goiás (UFG) resolveu criar um projeto para ensinar e despertar o
interesse de alunos de ensino fundamental da rede pública para a área
das ciências.
O projeto inclui experimentos como extração de DNA de bananas, fritar
ovo sem calor, ovo parecendo borracha, indicador de ácido-base
utilizando repolho roxo, sendo que todos os experimentos utilizam
materiais acessíveis e descartáveis como copos plásticos e vasilhas de
sorvete vazias. A acessibilidade dos materiais, somada à segurança dos
experimentos escolhidos, permite que o projeto dispense a necessidade de
laboratório de ciências e possa ser aplicado em qualquer escola.
Até o presente momento, o projeto Ciência para a garotada foi aplicado
em turmas de 9° ano de duas escolas: Colégio Estadual Geraldo Ribeiro da
Silva, que fica em Aparecida de Goiânia, e no Colégio Estadual Dom Abel
SPL. Cerca de 70 alunos com idades entre 14 e 17 anos atingidos
diretamente com a realização do projeto, no período de uma semana (com
duas aulas em cada turma), além de professores, diretores e servidores
das escolas.
Iara Mendes Maciel, mestranda em Biologia e uma das estudantes que
encabeçam o projeto, explica que a ideia do projeto começou com a
vontade de participar da Olimpíada de Empreendedorismo Universitário, na
categoria social. “E, como tínhamos a experiência de vivência, de não
ter dito aulas práticas na escola, vimos a necessidade”, comenta.
Ela expõe que o contato com as escolas se deu por meio de uma amiga
que é professora concursada na rede estadual. “Ela me passou os contatos
de diversas diretoras de colégios de Goiânia e Aparecida e
imediatamente entrei em contato com elas. E então marcamos uma reunião
pessoalmente nas duas escolas para mostrar a nossa proposta. Mostramos o
nosso projeto de forma simples mesmo. Na conversa e elas amaram. No
mesmo instante já marcaram a implementação nas turmas”, conta.
Iara esclarece que o objetivo principal do projeto é o de despertar o
interesse dos alunos na área biológica, já que é possível realizar
experimentos simples na própria sala de aula com poucos recursos.
“Devido os experimentos serem simples e didáticos, a ausência de
laboratórios não dificulta, pois o que é necessário são somente
materiais do próprio dia a dia, como detergente, sal, bananas, etc, além
de um espaço para a interação dos alunos, sendo que e a sala de aula já
promove isso. Inclusive, a recepção dos alunos foi muito positiva.
Todos queriam que voltássemos mais vezes este ano ainda”, revela a
mestranda em Biologia.
Fonte: DM
Comentário: De tanto que alguns professores gastam do que fazem decide fazer com que os alunos também gostem da ciência. Por meio de poucos objetos esses professores constroem uma ligação entre o aluno e a ciência de uma maneira extraordinária que o aluno passa a ter mais vontade de aprender sobre a matéria. Na minha opinião em todos os lugares em que o ensinamento é meio ruim os professores têm que animar os alunos com algo desse tipo.
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