segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Ciências - 4o. Bimestre
  
Ciência na escola

 Ao observar a ineficiência da metodologia vigente para o estudo e aplicabilidade de Ciências nas escolas, um grupo de estudantes dos cursos de biologia, nutrição e relações públicas da Universidade Federal de Goiás (UFG) resolveu criar um projeto para ensinar e despertar o interesse de alunos de ensino fundamental da rede pública para a área das ciências.

 O projeto inclui experimentos como extração de DNA de bananas, fritar ovo sem calor, ovo parecendo borracha, indicador de ácido-base utilizando repolho roxo, sendo que todos os experimentos utilizam materiais acessíveis e descartáveis como copos plásticos e vasilhas de sorvete vazias. A acessibilidade dos materiais, somada à segurança dos experimentos escolhidos, permite que o projeto dispense a necessidade de laboratório de ciências e possa ser aplicado em qualquer escola.

 Até o presente momento, o projeto Ciência para a garotada foi aplicado em turmas de 9° ano de duas escolas: Colégio Estadual Geraldo Ribeiro da Silva, que fica em Aparecida de Goiânia, e no Colégio Estadual Dom Abel SPL. Cerca de 70 alunos com idades entre 14 e 17 anos atingidos diretamente com a realização do projeto, no período de uma semana (com duas aulas em cada turma), além de professores, diretores e servidores das escolas.


Iara Mendes Maciel, mestranda em Biologia e uma das estudantes que encabeçam o projeto, explica que a ideia do projeto começou com a vontade de participar da Olimpíada de Empreendedorismo Universitário, na categoria social. “E, como tínhamos a experiência de vivência,  de não ter dito aulas práticas na escola, vimos a necessidade”, comenta.

Ela expõe que o contato com as escolas se deu por meio de uma amiga que é professora concursada na rede estadual. “Ela me passou os contatos de diversas diretoras de colégios de Goiânia e Aparecida e imediatamente entrei em contato com elas. E então marcamos uma reunião pessoalmente nas duas escolas para mostrar a nossa proposta. Mostramos o nosso projeto de forma simples mesmo. Na conversa e elas amaram. No mesmo instante já marcaram a implementação nas turmas”, conta.

Iara esclarece que o objetivo principal do projeto é o de despertar o interesse dos alunos na área biológica, já que é possível realizar experimentos simples na própria sala de aula com poucos recursos. “Devido os experimentos serem simples e didáticos, a ausência de laboratórios não dificulta, pois o que é necessário são somente materiais do próprio dia a dia, como detergente, sal, bananas, etc, além de um espaço para a interação dos alunos, sendo que e a sala de aula já promove isso. Inclusive, a recepção dos alunos foi muito positiva. Todos queriam que voltássemos mais vezes este ano ainda”, revela a mestranda em Biologia.

Fonte: DM

Comentário: De tanto que alguns professores gastam do que fazem decide fazer com que os alunos também gostem da ciência. Por meio de poucos objetos esses professores constroem uma ligação entre o aluno e a ciência de uma maneira extraordinária que o aluno passa a ter mais vontade de aprender sobre a matéria. Na minha opinião em todos os lugares em que o ensinamento é meio ruim os professores têm que animar os alunos com algo desse tipo.

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