domingo, 1 de julho de 2018

Educação - 2018 - 2º Bimestre

Profissionais da Educação municipal paralisam atividades em Casimiro de Abreu, no RJ

Professores e pessoal de apoio pedem reajustes salariais e melhores condições de trabalho.


Profissionais da rede municipal de educação fazem uma paralisação de 24 horas nesta quarta-feira (16) em Casimiro de Abreu, no interior do Rio. Os profissionais reivindicam reajustes salariais e melhores condições de trabalho.

De acordo com o Sindicato dos Profissionais da Educação (Sepe), não há aulas em cinco creches e em duas escolas da rede municipal nesta quarta. Ainda segundo o sindicato, o movimento afeta as aulas parcialmente em uma creche e em todas as escolas municipais. De acordo com a Prefeitura, profissionais de onze das 25 unidades de ensino do município aderiram à paralisação.

Os agentes e auxiliares de creche pedem redução de carga horária semanal, de 40 para 25 horas, e reposição salarial de 30%. Eles, junto com as merendeiras, dizem receber R$ 771 por mês e reivindicam vencimento líquido mensal no valor do salário mínimo, de R$ 954 atualmente.

Já os professores reivindicam um piso salarial de R$ 2.500, além de vale-refeição, vale-transporte e atualização do plano de cargos e carreiras.

Em nota, a Prefeitura de Casimiro de Abreu informou que que merendeiras e agentes de serviços gerais recebem um complemento no pagamento, totalizando o valor correspondente ao salário mínimo.

De acordo com o município, professores tiveram reajuste de 19,87% (categorias A e B) e 7,45% (categoria C) em abril do ano passado. Atualmente, os professores recebem de R$ 1.264,86 a R$ 1.371,96, segundo a Prefeitura.

A Procuradoria Geral do Município recebeu representantes do Sindicato dos Profissionais da Educação. A Secretaria de Educação informou que se reunirá novamente com os profissionais da Educação no dia 23 de maio, para ouvi-los e discutir demandas com o objetivo de atender a categoria.

Fonte: G1

Comentário: Já faz um bom tempo que eu estou ouvindo falar que agentes de escolas e creches municipais não recebem o salário que deviam. Pelo o que eu me lembre, o salário mínimo aqui no Brasil, é um pouco mais de R$900,00, o que na minha opinião poderia ser maior. Esses funcionários de escolas públicas, deveriam receber muito mais do que o dobro disso, já que as condições na qual trabalham, não são nada boas em comparação a muitas outras profissões. Devido a esse mísero salário, os profissionais estão realizando essa greve, que é muito mais do que justo para eles, e prejudicial aos alunos. Mas eles tem que fazer alguma coisa pra ver se muda, pois se eles não fizerem nada, eles vão ficar nessas condições pra sempre, até porque eles sabem que o governo não vai ajudá-los.

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