Ciências - 2018 - 2º Bimestre
5 descobertas
científicas sobre a perda de peso
O emagrecimento é pauta para uma série de estudos; veja o que já
foi descoberto
São Paulo – Você já tentou perder peso ou está tentando emagrecer?
Diversos estudos científicos já
foram feitos a respeito do comportamento do corpo humano durante esse processo.
Confira a seguir cinco descobertas da ciência relacionadas com a perda de peso.
Atividade física emagrece mais do que fazer
dieta?
Uma análise de 60 estudos científicos realizada pela
Vox Media concluiu que fazer dieta tem maior impacto na redução de peso do que
a prática de atividades físicas. Apesar de os exercícios terem impacto positivo
na melhora da saúde humana, eles representam uma quantidade pequena de energia
consumida ao longo do dia de uma pessoa que não é atleta profissional. O
consumo calórico basal, a energia consumida pelo organismo para se manter em
funcionamento, representa a maior do gasto de energia de uma pessoa. Portanto,
reduzir o consumo de alimentos calóricos tem impacto maior na redução de peso.
O
levantamento cita o exemplo de um homem de 90,7 kgs que correu uma hora por
dia, quatro vezes por semana, ao longo de um mês e conseguiu perder, no máximo,
2,2 kgs. O resultado seria melhor se houvesse uma redução no consumo de
alimentos no mesmo período aliado com a prática de exercícios.
Para
onde vai a gordura?
Pela
lei de conservação de massa de Lavoisier, nada se perde, tudo se transforma. O
princípio também se aplica à perda de peso. De acordo com estudo da Universidade de Nova Gales do Sul, na
Austrália, grande parte da gordura perdida em uma dieta ou durante a prática de
atividade física é exalada na respiração.
Segundo
testes dos pesquisadores, 84% dos triglicérides–que constituem a
gordura–viraram dióxido de carbono, enquanto 16% se transformaram em água em um
processo de redução de peso.
Quem
emagrece tem mais fome depois?
A
ciência diz que sim. Um estudo de pesquisadores de Universidades da
Noruega e da Dinamarca analisou o sentimento de fome e satisfação e descobriu
que mudanças na química corporal de pessoas que perderam peso dois anos antes
podem ocasionar o aumento da fome.
O
hormônio ligado à satisfação chamado peptídeo YY se manteve estável desde a
quarta semana de dieta e exercícios. No entanto, após um ano desde o início do
experimento, os níveis de grelina, conhecido como hormônio da fome, tiveram
aumento consistente, e assim permaneceram por mais doze meses. O estudo, portanto,
indica um dos motivos para o chamado efeito sanfona nas pessoas que tentam
perder peso. Ainda são necessários mais estudos para avaliar os motivos pelos
quais os hormônios apresentaram esse comportamento.
Como
manter o peso perdido depois da dieta?
Isso
é possível, sim. De acordo com uma análise de 20 estudos que envolveram mais de 3 mil
pessoas, dietas ricas em proteína e refeições pesadas substituídas por leves,
que tenham poucas calorias, apresentaram melhores resultados do que a prática
de exercícios físicos para manter o peso. A análise foi publicada no American
Journal of Clinical Nutrition, em 2014.
A
atividade física pode ocasionar um comportamento compensatório, que leva as pessoas
a comerem mais porque praticaram algum exercício. Fora isso, após uma corrida
matinal, as pessoas tendem a se movimentar menos ao longo do dia pelo mesmo
motivo.
Porém,
outros estudos ligam a manutenção do peso perdido a uma
dieta regrada e à prática regular de exercícios.
O
estresse está ligado ao ganho ou perda de peso?
Pesquisadores da University College London
relacionaram o estresse com o ganho de peso em 2.500 pessoas (homens e
mulheres) com mais de 54 anos de idade. Analisando os níveis de cortisol, o
hormônio liberado em momentos de estresse.
“Descobrimos
que o nível de cortisol no cabelo é correlacionado positiva e
significativamente com a maior circunferência da cintura e com o maior índice
de massa corporal”, afirmou Sarah Jackson, pesquisadora associada do Instituto
de Epidemiologia e Saúde da University College London, de acordo com a CNN. Com
isso, os pesquisadores associaram o alto nível de estresse com a obesidade.
O
cortisol ajuda a regular o nível de açúcar no sangue e também na liberação de
energia para as reações emergenciais em situações de estresse. A possível causa
do aumento ou redução de peso relacionada ao estresse é o fato de que o
cortisol é liberado a partir do tecido de gordura visceral, que envolve os
órgãos.
Fonte: EXAME
Comentário: Para quem precisa
realmente perder peso, principalmente por questões de saúde, e para os
nutricionistas que ajudam essas pessoas a perderem peso, essas informações são
essenciais para que os cuidados a serem tomados sejam mais eficazes e nenhum
problema ocorra durante o e após o procedimento de emagrecer. Mesmo para quem
não precisa saber do assunto, eu achei uma boa curiosidade para qualquer um
saber para onde a gordura vai. Nunca tinha pensado nisso, para mim, antes de
ler essa reportagem, eu achava que a gordura era liberada junto com o suor
durante as atividades físicas. Para mim, a parte de " Como manter o peso
perdido depois da dieta? ", é a mais difícil para a grande parte das
pessoas que precisam emagrecer, portanto, a informação mais importante dessa
reportagem, pois devido a difícil tarefa de fazer as atividades adequadas e
comer os alimentos adequados, após esse período, as pessoas vão comemorar e
comem o que quiserem, e isso é um problema já que batalharam tanto para perder
peso, e ganharão ele todo de volta achando que nada vai acontecer já que
emagreceram.
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