Ética e cidadania
Programa de ética e cidadania é encerrado nas escolas de Cuiabá
A Controladoria
Geral do Município realizou a culminância do projeto “Um por todos e todos por
um: Pela ética e cidadania”, desenvolvido na rede municipal de Educação, em
parceria com a Controladoria Geral da União, desde 2014. O evento aconteceu na
Escola Municipal de Educação Básica Profª Joana Dark da Silva, no bairro Real
Parque.
Neste ano, 54
escolas municipais foram contempladas com o projeto, com um total de mais de
5.000 alunos participantes, com idades entre 10 e 12 anos, das turmas de 4º e
5º ano do ensino fundamental.
A coordenadora de
Transparência da Controladoria do Município, Jolice Acosta, conta que ao longo
do ano o órgão vem capacitando os professores das escolas participantes e
acompanhando os trabalhos.
“Nestes quatro anos
de atividade, pudemos perceber uma grande melhora no projeto, pois a cada ano
que passa, conseguimos alcançar mais unidades. Em 2014, começamos com apenas 19
escolas e hoje já são mais de 50. Para nós, isso é gratificante, pois significa
mais crianças alcançadas com lições práticas de cidadania e ética, ou seja,
crianças bem instruídas sobre como viver em sociedade”, pontuou Jolice.
O programa tem
material didático, que é inserido no planejamento de currículo anual. Os
módulos são, em ordem: Autoestima; Ser Diferente é Legal e Brasil, um Brasil
Brasileiro.
O objetivo de cada
um deles é construir valores sólidos que contribuam na evolução dos estudantes,
enquanto discentes e também cidadãos integrantes da sociedade.
A coordenadora
pedagógica da escola, Laura Helena Ribeiro, explica que mudanças positivas
foram bem perceptíveis nas crianças, ao longo do ano letivo.
“Nós percebemos que
as 125 que participaram da escola, tiveram uma mudança radical no
comportamento. Elas passaram a cultivar mais a solidariedade dentro e fora da
sala de aula, a expressividade delas melhorou, a postura reflexiva também
evoluiu. De modo geral, o Um por todos e todos por um: Pela ética e cidadania,
teve resultado muito positivo para nós”, afirmou.
Para as famílias
das crianças, estes resultados também foram bem positivos e muito visíveis. De
acordo com Karen Favoni dos Santos, mãe do João Gabriel de 10 anos, este
trabalho pedagógico foi impactante na vida do filho, pois “reforçou ainda mais
os valores que ele já levava consigo. Os valores éticos sob os quais ele foi
criado”.
A mãe ainda frisa
que é importante divulgar este trabalho, pois diante da evolução acentuada que
viu no filho, acredita que mais famílias e pais poderão ser positivamente
influenciados. “Inclusive, isso motivaria mais aos pais em querer participar da
vida escolar dos filhos, fora dos limites físicos da escola. E a partir dali, a
sociedade começa a andar para frente”, justificou Karen.
Já Elma Foggaça,
mãe do Emanuel (11 anos) e do Erik (10 anos), explica que a autoconfiança e
maturidade dos filhos aumentou significativamente durante o ano.
“Eu percebi que os
meninos ficaram mais conscientes da sociedade, mudaram o seu olhar para o
mundo. Tanto é que eu, às vezes, conversando com eles ouvia-os tendo uma
conversa de gente adulta comigo, sobre o mundo e a vida. O Emanuel que é o mais
velho, era muito tímido. Mas agora, já fala mais, expressa o que está sentindo
e tem a cabeça mais centrada”, exclamou.
O próprio Emanuel
reconhece esta evolução ao afirmar que um dos aprendizados tirados foi o
respeito ao próximo e às diferenças.
“Eu achei legal, porque pude ver a dificuldade que uma pessoa com
deficiência tem para se locomover, enxergar, etc. E foi bom também porque meu
comportamento melhorou muito, parei de conversar em sala de aula, de correr no
pátio, etc.”, afirmou.
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